Finalmente chegou a hora! Neste domingo será aplicada em todo território nacional a Segunda Fase do XX Exame de Ordem! E é exatamente agora que é preciso ficar atento a certos erros podem implicar na perda de pontos ou, pior, na reprovação do candidato logo de cara. E nós não queremos que isto aconteça!

Está na hora de ligar os radares para ficar esperto quanto aos erros que podem comprometer o desempenho no domingo. Não faz sentido estudar tanto para na hora da verdade estragar tudo com erros bobos, mas altamente comprometedores. Ficar atento aos mínimos detalhes é fundamental na hora da prova exatamente para todo o seu potencial ser devidamente analisado pela banca!

Uma coisa é ser reprovado por não saber, outra, ser reprovado por bobagem. Vamos conferir, uma a um, os erros que não podem ser cometidos na hora da prova:

1. Não risque a prova

Você vai receber dois cadernos: um, contendo o espaço onde vocês colocarão as respostas, e outro, o rascunho, que também terá as perguntas elaboradas pela FGV. Só risque o rascunho. No caderno de prova só coloquem as respostas. Pode parecer uma dica banal, mas não é!

2. Não escreva suas resposta fora do espaço

Muitos candidatos, ao escreverem suas respostas, saem do espaço destinado à redação, escrevendo além da linha demarcada. Não fuja dos espaços destinados à resposta. Mantenha a redação dentro dos parâmetros impostos pela prova!

3. Não assine a sua prova

Em todo Exame alguém assina a prova, coloca uma rubrica ou faz algo considerado como identificação pela banca. É reprovação na certa, além de ser irrecorrível! Agora ressalto um ponto importantíssimo! Antes de tudo, leiam a folha de instruções da prova. Nela está contida tudo o que vocês precisam saber para fazer a petição de forma correta.

4. E se eu errar a grafia?

Acontece sempre com qualquer candidato. Com quase 90% dos candidatos, se não mais. Em algum momento você vai cometer alguma rasurinha, um errinho de grafia, algo fora do esquadro. O que fazer? É fácil, simples e sem mistérios. Um risquinho sobre a palavra errada e nada mais. Nada mais mesmo! Se fizerem diferente, pode dar problema!

5. Inteire-se da quantidade de folhas para escrever a peça prático-profissional

Conte o número de folhas que você tem para escrever e esteja convicto que não irá estourar o limite de páginas do caderno de resposta. Exagero? Muitos candidatos gastam todas as folhas na elaboração da peça e precisam usar a parte de trás da última folha para concluir a petição. Vocês certamente perderá muitos pontos, além de correr o risco de ser reprovado por suposta identificação. É uma simples questão de atenção. Delimitar bem o espaço para o total da redação é uma medida absolutamente necessária.

6. Dê uma apresentação decente as suas provas

O que é uma apresentação decente da prova? Pular linhas, fazer recuo de texto e fazer o uso dos espaços. Não usem o “enrolês” jurídico para fazer suas petições. Não esmerem no palavreado: utilizem apenas a linguagem técnica de forma pertinente. Leiam ponto por ponto a prova. Suas petições terão tópicos em conformidade com o problema apresentado. Entendam o problema, delimitem os temas e trate-os de forma objetiva, concisa e individualizada. Ao tratarem de um tópico estruturem-no de forma simples:

  1. Questão fática, tal como apresentada e de forma resumida/sintética;
  2. Indicação da alternativa jurídica pertinente, com a declinação necessária e indispensável dos dispositivos legais aplicáveis na hipótese ou súmulas de jurisprudência cabíveis;
  3. Solução cabível em conformidade com a alternativa jurídica cabível, ou requerendo a reforma de decisão, a condenação ou a desconstituição de um argumento contrário.

Cada tópico deve ser construído da forma acima apresentada, de forma objetiva, sem rodeios. É exatamente isso que a banca quer. Nada além! Não é raro que vários candidatos, por não entenderem o problema, fujam do que está sendo proposto e depois queiram recorrer sem ter base nenhuma. O que a OAB e FGV querem saber é se você é capaz de compreender uma situação-problema e apresentar uma solução adequada com o embasamento legal pertinente. Logo, escreva com clareza de linguagem e objetividade.

7. Não invente informações

Tivemos uma mudança em um ponto importante do edital do XIX para o edital do XX Exame. Era vedado marcar “XXX” para indicar dados abstratos na prova.

Contudo, essa regra mudou neste edital. Ali no 3.5.9. diz que:

Na elaboração dos textos da peça profissional e das respostas às questões discursivas, o examinando deverá incluir todos os dados que se façam necessários, sem, contudo, produzir qualquer identificação ou informações além daquelas fornecidas e permitidas nos enunciados contidos no caderno de prova. Assim, o examinando deverá escrever o nome do dado seguido de reticências ou de “XXX” (exemplo: “Município…”, “Data…”, “Advogado…”, “OAB…”, “MunicípioXXX”, “DataXXX”, “AdvogadoXXX”, “OABXXX” etc.). A omissão de dados que forem legalmente exigidos ou necessários para a correta solução do problema proposto acarretará em descontos na pontuação atribuída ao examinando nesta fase

Caso seja necessário colocar informações que não estejam na prova, como uma suposta data ou local, apenas para cumprir requisitos formais da peça, o candidato ou coloca reticências ou o “XXX” para demonstrar que reconhece os requisitos daquele tópico de sua peça. E deve fazer isso em conformidade estrita com a regra do item 3.5.9.

Lembrando que, as reticências ou o “XXX” são para o preenchimento de detalhes, e não devem ser usados de forma irrestrita. No mais, não se pode inventar informações não contidas na peça, sob pena do candidato perder nota.

A regra básica é: não invente nada. Em localidades, datas ou dados pessoais, como identidade ou CPF (caso o problema não apresente esse tipo de informação), a regra é usar reticências ou o “XXX”. Colocar um número abstrato qualquer vai dar problema.

Agora é hora de organizar sua mente para o momento do Exame

Sabemos que o caminho até aqui não foi fácil: você se dedicou, assistiu a videoaulas, leu e releu material de apoio e a letra fria da lei, abdicou de seu tempo de descanso e de lazer. Em outras palavras, você se esforçou bastante. E está de parabéns por isso! Determinação é meio caminho andado quando o assunto é aprovação.

Acredite: você está bem preparado! Lembre de todo seu esforço nessas últimas semanas. Mais ainda, de sua dedicação durante a faculdade, desde o tempo da aprovação no vestibular.

Como dicas de véspera, sugerimos o seguinte: descanse, relaxe a mente. No máximo, revise alguns pontos que você já estudou para a prova – nada de tentar aprender tópicos desconhecidos na véspera! Isso só vai deixar você nervoso. O que você precisa, nesse momento, é criar confiança e cuidar de sua saúde mental, pra estar em seu 100% na hora da prova.

Fique tranquilo: você se preparou com quem realmente entende do assunto. Agora é só mostrar “quem é você” pros examinadores.

Se você não estivesse tão preparado, lhe desejaria boa sorte. Mas, na verdade, vou lhe desejar “boa prova”, porque tenho certeza que você não precisará contar tanto assim com a sorte.

Boa prova! Conte conosco sempre!

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